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17 fevereiro 2012

Expedicionário visita Oriximiná


Coronel Iran Reis e Silva volta a Oriximiná. Da primeira vez em que esteve por aqui, o expedicionário desafiava o "rio mar" a bordo de seu caiaque no trecho Manaus (AM)/Santarém (PA). A remo, mais uma vez, ele coleta valorosas informações com os nativos amazônidas e as compila em mais uma de suas obras escritas. Admirador e profundo conhecedor do legado deixado por Cândido Mariano da Silva Rondon, o Blog aproveitou a ocasião para uma visita onde hoje simbolicamente se acha construída a pequena capela nas dependências da Escola Lameira Bittencurt que representa o local onde nos idos de 1877 o Reverendo Padre Nicolino José Rodrigues de Souza iniciou a construção de uma igreja.
A obra era o marco inicial da cidade. Anos depois de sua morte, a pequena capela chegou a abrigar os restos mortais do padre (segundo afirma Gastão Crus, cronista da Inspeção de Fronteiras comandada por Rondon) com a construção da nova igreja (Matriz), o corpo foi trasladado mais vez, ficando sob o Altar Mor da Igreja Matriz. A pequena capela abandonada foi sendo consumida pelo tempo até o ponto em que suas ruínas foram definitivamente demolidas.

Rondon usou os manuscritos do diário de Nicolino que lhe serviram de referência para sua expedição, eis o motivo pelo qual fiz questão de levar o Coronel Iran até este lugar. Por e-mail, ele nos envia mais um trecho de seu diário de bordo, valoroso, cuidadoso e detalhista como fora o de Nicolino. Leia a seguir:


(...) "Deixávamos Oriximiná felizes por termos, mais uma vez, contado com o apoio irrestrito dos nossos Irmãos Maçons da Loja Vitória Régia n° 33, encabeçados pelo Irmão maçom Hamilton Souza (o Ariuca), o Capitão PM Marcelo Ribeiro Costa, Comandante de Oriximiná e seu Sub-comandante Capitão PM Flávio Antônio Pires Maciel da gloriosa Polícia Militar do Estado do Pará. Acordamos cedo, antes de o sol nascer, e às 06h15 (Horário de Brasília) chegamos ao trapiche onde estava a tripulação e o João Paulo. Parti às 06h30, ainda às escuras, num ritmo forte para vencer rapidamente os 50 km que me separavam de Óbidos. As águas fortes do Paraná do Cachoeiri emprestaram uma energia adicional ao Rio Trombetas e a pouco mais de 12 km do meu destino, ao alcançar a foz do Trombetas, foi a vez das águas do Rio Amazonas reivindicarem sua autoridade e mostrarem toda sua pujança. A partir da foz o Rebelo resolveu me acompanhar e picamos a voga até as proximidades do Porto Hidroviário de Óbidos, na frente do Frigorífico Pasquarelli, onde aportamos às 11 horas depois de eu ter remado 04h30. (...) *texto de Iran Reis e Silva

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