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16 setembro 2011

POR SALETE MARINHO: A final de contas, o que falta para ser erguida?!

Salete Marinho articula um Blog e apresenta o noticioso local da TV Atalaia e ainda comanda o impresso "O Amazônia". Por meio dos hiperlinks do facebook, o Blog do Ariuca tomou conhecimento da interessante matéria a cerca da não construção da obra da escola profissionalizante. O interessante é entender o que há por traz da notícia que a matéria desconhece. O Blog explica o questionamento da articulista. Acompanhe.


Salete Marinho
Por Salete Marinho via facebook


A área doada pela Prefeitura Municipal de Oriximiná, no oeste do Pará, para a construção da Escola Tecnológica, continua nos alicerces dos muros. 
De acordo com a placa da empresa que ganhou a licitação, 10 de fevereiro de 2011 deveriam ter iniciada a construção da obra, com termino em 10 março de 2012. 
De certo é que, as obras tiveram início, mas apenas com os trabalhos de terraplanagem e topografia, executado pela Prefeitura Municipal de Oriximiná, através da Secretaria municipal de infraestrutura. 
No Pará são onze escolas para serem construídas. Destas apenas a da cidade de Vigia já está apresentando 72% de suas obras físicas concluídas. A de Oriximiná nem do papel praticamente saiu. Os recursos basicamente serão do governo federal. 
Para a construção dessas escolas, os recursos vieram em 2008, voltaram para o MEC, e em 2009 retornaram para Seduc após uma negociação em Brasília, da então secretária Socorro Coelho, junto com o Paulo Rocha perante o Ministério da educação. 
Mais tarde as verbas retornaram, as licitações foram feitas e o valor de cada escola chega a cinco milhões e setecentos mil reais. 
Para a construção da Escola Tecnológica de Oriximiná, a prefeitura doou um terreno na área do Parque de Exposição Jose Diniz, mas foi reprovado pelo MEC. 
Por conta disso, ainda em fevereiro deste ano, a prefeitura doou outro terreno, inclusive limpou, e até agora as obras não iniciaram, coisa que deveria ser feita pela firma que ganhou a licitação. 
Essa paralização vem incomodando a população jovem de Oriximiná, que já estava feliz ao saber da instalação de mais uma escola, de muita importância para região, principalmente em um município minerador, que oferece possibilidade de formação e empregabilidade.

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O BLOG DO ARIUCA EXPLICA
Por Hamilton Souza
  1. O grande mérito do convênio celebrado para a construção da escola profissionalizante em Oriximiná, deve-se sobretudo ao Federal Nilson Pinto (PSDB) que honrou o compromisso de campanha assumido nas eleições 2010 nos palanques locais. 
  2. A obra não foi realizada no Parque de Exposições José Diniz pela simples conta da visibilidade política, nevrálgico problema que padece o governo Gonzaga III. Ainda, não era a intenção do atual governo, atribuir mais mérito a uma obra (Parque de Exposições) que foi construída pelo governo anterior. Por isso, escolheu um local de alta visibilidade na intenção de colher os louros políticos. 
  3. A manobra de oferecer como – parte da – contrapartida do município, os serviços de terraplenagem era parte dos interesses dos esquemas entre prestação de serviços e fornecedores da SEINFRA. Na conta, ainda havia a proteção dos fornecedores de pedra, areia e seixo. Por isso, tantas vantagens oferecidas a empresa contratada pelo Governo Federal sem a ingerência da prefeitura. 
  4. Quanto a doação do terreno é que há o maior equívoco administrativo, aos moldes de quem não teme as leis do país. O fato da garfe se deve ao litígio em que se encontra o imóvel invadido. A proprietária se surpreendeu com a recente fabricação de um documento apresentado pela prefeitura que diz que o imóvel não lhe pertence mais. Recursos da UFOPA não poderão ser aplicados no NÚCLEO UNIVERSITÁRIO DE ORIXIMINÁ, localizado ao lado da obra da Escola Profissionalizante, até que se resolva a questão. O Blog tem a notícia de que os dois documentos já estariam nas mãos do Ministério Público Federal. E seria esse é o principal motivo da paralisação da obra. Mas, aos moldes do que gosta de fazer, o governo Gonzaga III resolveu culpar o empreiteiro. Na verdade acho que há parte da culpa do empreiteiro somada a má fé do governo Gonzaga III e SEINFRA. 
  5. Por fim, para responder ao questionamento público da articulista, o Blog do Ariuca tem a notícia de que o empreiteiro teria se negado a conceder vinte por cento de seus proventos ao prefeito e ainda brigou na justiça por uma obra no Bairro do São Pedro em outra licitação prometida a outra empresa, tida como aliada do governo, contra os interesses dos negócios com a coisa pública praticados por Gonzaga III.
RESUMINDO


O plano não deu certo e foi abortado. Os empreiteiros, fornecedores de pedra, areia e seixo nada ganhariam, o esquema de cobrança (20%) de proteção nos negócios com a coisa pública não vingaram e ainda tem o litígio do terreno. Quanto a palavra empregabilidade, o termo é completamente desconhecido do governo Gonzaga III, a menos que seja parente.

Um comentário:

  1. Salete Marinho, jornalismo é pra quem tem sangue nas veias e nos olhos. Porém, não vale o sangue de barata. Sugiro a você uma transfusão de sangue.

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