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08 março 2011

A PROVÍNCIA LUDUGERINA


*Obra de alguém que assina por Pery Pésia enviada por email -  
Qualquer semelhança com nossa provinciana  realidade é
mera coincidência.

Desconstruindo e desvendando /a imagem cultuada ludugerina/
mil peritos, mui lentes, parafina / como Holmes, “com pó”, investigando/

Detetives detalhes esmiuçando/ em pocilgas, cloacas e latrinas/
O covil dos senhores e das “minas”/arremedos de machos definhando/

Sob a luz, o erário vão limpando/na cidade, ganham até pela faxina/
Nosso povo “cresce” como crina/ e não tiram nem para o sustento/
Nunca vi tanto excremento/irrigar nossa história e nossa sina/



A mente infecunda infectada/ de doenças tantas e “filias” mais.../
Desde a “pedo” até as “tais”/ até as mais inominadas/

A prole também abichornada/com pobres heranças filiais/
Vê-se compelida a jamais/ passar recibo de derrotada/

Senhores de província assaltada/e por ser filho de seus pais/
A obscura imagem ludugerina/corre nas veias sem talento/
Nunca vi tanto excremento/irrigar nossa história e nossa sina/

Seus diplomas reais oferecidos/ como “a barba de Lula” retirada/
Não nos servem de mimos nesta estrada/ nem os potes de ouro escondidos/

Sobre as lojas e barcos construídos/ pesam contas nunca acertadas/
O remédio vendido à “mendigada”/ é o ópio dos tolos possuídos/

Satanás, cobrador dos pervertidos/ e a igreja com as “luzes” apagadas/
Viram alvo da corte ludugerina/só cabendo aos loucos o lamento:/
Nunca vi tanto excremento/irrigar nossa história e nossa sina/

Meça num homem a canalhice/ e chegue à imagem ludugerina/
Para dor, tome aspirina/ e camisinha à viadice.../

No combate à “espertice”/somos carentes de vacina.../
Na farmácia da esquina/ vende-se “notas” pra “velhice”/
Boatos e disse-me-disse/rondam a casa interina/
Faltará chá e maracujina/quando o odor fluir pelo vento/
Nunca vi tanto excremento/irrigar nossa história e nossa sina/

Decaídos da história neo política/ se apresentam anjos e profetas/
Com os quais garantem as coletas/ sob os olhos da justiça paralítica/

Construções de obras monolíticas/ no papiro, muitas se atesta/
E assim vacinam nossa testa/ nos sedando de formas bem atípicas.../

Rijos, remetem-nos às criptas/profanando a tumba que nos resta/
Cegos e dopados de morfina/ nada vemos do Rei e Parlamento/
Nunca vi tanto excremento/irrigar nossa história e nossa sina/

Tribunal que não se afirma! A corte curta é dos falsos.../
O rei nos quer vivos para aplausos/ Seu sucessor, o povo legitima/

Solitárias, sem cabeças lá de cima.../ cordas balançam no cadafalso/
O poeta, nas ruas, conta “causos”/ se curando da mesmice com a rima/
Ventos mulçumanos! Mudem o clima!/ Iluminai a trilha e os percalços!/ 

Que da corte ludugerina/ da terra provinciana ao firmamento/
Nunca vi tanto excremento/irrigar nossa história e nossa sina/

Um comentário:

  1. QU OBRA PRIMA!!!! REALMENTE HÁ MUITA SEMELHANÇA COM A REALIDADE QUE VIVENCIAMOS NA NOSSA PRICESA DO TROMBETAS. VALHA ME DEUS !!!!

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