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05 janeiro 2011

UM TOQUE DE VOYEURISMO

Voyeurismo do "diarista" Márcio Couto Henrique - Antropólogo da UFPA e sua relação com Oriximiná
Vale a pena conhecer o que faz e o que pensa o Prof. Dr. Márcio Couto Henrique da UFPA. Em seu trabalho de doutorado Henrique dissecou a fantástica importância dos diários pessoais para a história e para o estado brasileiro. Em “Um toque de voyeurismo: o diário íntimo de Couto de Magalhães (1880-1887) o antropólogo tenta construir um olhar a partir dos manuscritos pessoais do destacado político e intelectual do Brasil da segunda metade do século XIX; como registro etnográfico que ao mesmo tempo informa sobre questões prementes daquela época e evidencia o esforço de um indivíduo específico no sentido de conferir a si próprio um pouco de consistência; muito embora o diário esteja repleto de sinais de incompletude. A partir da noção do diário íntimo como prática cultural de constituição de si mesmo; faz-se uma discussão a respeito do efeito de verdade presente nesse tipo de escrita e as implicações para uso da fonte nas Ciências Sociais. Discute-se os temas mais evidentes ao longo do registro íntimo do autor: corpo; saúde e doença. Ao escrever sobre si mesmo; Couto de Magalhães evidencia o processo de educação das necessidades e das atividades corporais em muitos homens à época e; como ele dialogava com o ideal de família burguesa e higiênica que marcou o século XIX; registra a leitura de temas como homossexualismo; sonhos; casamento e medicina. O diário mostra ainda a preocupação do autor em encontrar equilíbrio entre corpo e mente; que lhe permitisse alcançar seu ideal de moderação; além do esforço em construir e legar ao futuro uma determinada imagem de si próprio. 


Henrique em seu blog O PASSADO É UM PAÍS ESTRANGEIRO, também registra sua experiências cotidianas e ainda incentiva a doação de diários pessoais para pesquisa acadêmica. 

Oriximiná está no epicentro dessa bateia por ter o professor passado por aqui – daí seus belos registros fotográficos de nossas cachoeiras – Mas, sobretudo pelo faro do marco inicial de nossa cidade estar intimamente ligado ao Diário das Viagens de Pe. José Nicolino de Souza – que já deve ser alvo das pesquisas do “diarista”. Confiram clicando nos links acima.

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