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07 janeiro 2011

133 ANOS DE CAMINHADA

Foto do final da déc de 50 - no detalhe do banheiro utilizado na época. 


Você já ouviu falar em Joaquim da Costa Barradas? Ou em Lauro Sodré? O nome de Joaquim de Magalhães Cardoso Barata talvez lhe seja familiar. Se a resposta for negativa, então definitivamente é preciso conhecer um pouco mais sobre esses importantes personagens de nossa história para entender melhor nossa caminhada ao longo desses 133 anos de nossa existência. 


Bem, estamos falando de Oriximiná, nossa pequena e pitoresca cidade provinciana no meio da Amazônia. Assim sendo, vale lembrar que hoje já não somos tão pequenos assim e não basta apenas nos orgulharmos por sermos o terceiro em extensão territorial do mundo, nem por ter se instalado aqui a maior extração de bauxita do planeta, ou por toda nossa rica biosfera nativa e nossas potencialidades hídricas. Olhando bem nem somos tão pequenos assim. 

Só para relembrar, Joaquim da Costa Barradas aos 53 anos, já tinha acumulado 30 de experiência jurídica e política, quando na condição de Governador da Província do Pará, resolveu criar a Freguesia de Santo Antônio de Uruá-Tapera. O ano era 1886 e já haviam quatro anos da morte de Padre Nicolino. Pois bem, o Padre Nicolino José Rodrigues de Souza foi quem acabou levando o mérito de fundador da cidade. No entanto, Carlos Maria Teixeira foi quem chegou primeiro e de fato atraiu em torno de suas atividades algo que se pudesse chamar de freguesia. 

Mas, espere um pouco. Se você observou que a contagem do marco inicial de nossa história é o ano de 1877 – como descrito no brasão da cidade – isso se deu pelo fato do padre ter rezado uma missa que dá inicio ao povoado. Vale lembrar que Carlos Maria Teixeira por aqui chegou em 1872 (portanto quatro anos antes de Nicolino). Assim sendo, Teixeira já vivia aqui há quatorze anos quando da elevação a categoria de Freguesia e vinte e dois anos quando da elevação à categoria de vila e município. Nem por isso foi nomeado como primeiro prefeito. 

Em seis meses fomos guindados da condição de Vila para Município no mesmo ano de 1894 pelo Governador Lauro Sodré. Seis anos depois (1900) o Governador Paes de Carvalho extingue o município sob o argumento de que Oriximiná não se sustentava economicamente. Em 1934 o Coronel Magalhães Barata eleva novamente a categoria de município e com cerca de 70% do território de Óbidos. 

De lá pra cá pouca coisa aconteceu. Em 1971 foi o primeiro embarque de bauxita e nesses trinta e nove anos não conheço ninguém que tenha ficado “rico” com a implantação do projeto minerador. O que de fato aconteceu foi o aumento populacional em pelo menos 600%. Só com a Nova Constituição de 1988 é que passamos ter direito ao HOYALT mineral. Mas, de fato o município só passou a receber o benefício 1991 e daí em diante fica mais fácil lembrar. 

Entre uma empreiteira e outra, uma maracutaia e outra, resolvemos sérios problemas de drenagem, saneamento básico, urbanização, etc. Vale lembrar que um daqueles números de nos diferencia (hoje) de nosso entorno é o fato de estarmos entre as cinco maiores arrecadações desse estado. Ao contrário do que vaticinou Lauro Sodré a 110 anos atrás. 

A caminhada até aqui foi longa. Mas, para onde iremos a partir daqui? Que destino nos reserva o futuro?

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