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27 dezembro 2010

Pastorinhas: DNA de nossas tradições culturais floresce em Parintins



O cordão AS FILHAS DE DAVID, do Palmares, foi o grande campeão da primeira noite do XI° Festival de Pastorinhas que acontece em Parintins, no Amazonas. O grupo foi fundado pela Srª. Rosa Gomes, em 1963, na comunidade de Vila Amazônia, que com muita fé a levou a colocar a brincadeira de Pastorinhas para pagar uma promessa. Ela que nasceu em Oriximiná, em 1935, veio para a Vila Amazônia e depois mudou-se para a sede do município, em Parintins. O DNA de nossas tradições e talentos florescem em outras terras. Em Oriximiná as políticas de fomento cultural definham e os grupos artísticos agonizam. Mas por benevolência divina os saberes do povo resistem ao tempo e insistem em não morrer.
Tradição – Uma brincadeira milenar de significado puramente religioso que registra a visita dos três “Reis Magos” quando o menino Jesus nasceu. Hoje as Pastorinhas de Parintins – como em todo o Brasil – é uma peça teatral encenada e cantada ao som de cavaquinhos, banjos, castanholas. 

Os ensaios das pastorinhas já começaram nos barracões no quintal das casas das famílias envolvidas na brincadeira. Aqui a brincadeira é encenada também nas ruas da cidade durante a época de natal e no dia 06 do mês de janeiro, dia de Santos Reis. Quem visita a cidade nesse período percebe a forte religiosidade e cultura de uma das brincadeiras cultivadas durante muitos anos no Município. 

A brincadeira é levada tão a sério que até existe a Associação Cultural das Pastorinhas de Parintins – ACPP, fundada em 04 de novembro de 2000, com título de Utilidade Pública e tudo. Para manter a história das pastorinhas e principalmente relembrar ícones que marcaram a trajetória no Município, os grupos folclóricos criaram a Associação Cultural das Pastorinhas de Parintins. A cultura das Pastorinhas ganhou força e espaço no Calendário Cultural de Parintins e já é uma referência no Amazonas. A representatividade à brincadeira veio com a criação da Associação Cultural das Pastorinhas de Parintins, uma vitória que serviu para ampliar e assegurar recursos para a brincadeira. 

Em Oriximiná há muito que a tradição se perdeu. Como outras que se anunciam ou se percebe total desinteresse por completo descaso de políticas culturais sérias e comprometidas com o que há de mais singular: a Tradição da cultura popular. Pena! 

Se dona Izabel Penha ou Seu Romão Caim ainda estivessem entre nós, sentiriam a tristeza que sentimos. Viva Dona Rosa Gomes que levou, de certo, em sua alma, importantes lembranças de sua infância em Oriximiná que acabaram por florescer no fértil celeiro cultural parintinense. Viva o povo tupinambarana que também acolheu Lindolfo Monte Verde e se as coisas não acontecem por aqui não é porque nos falte talentos, mas por que nos falte aplausos.

Um comentário:

  1. Viva a cultura popular! Viva minha linda tia Rosa que neste último sábado (19/05/2012) se encontrou face a face com o Pai. Muito nos honra seu legado, muito nos ensina sua persistência em manter a cultura que lhe foi ensinada por seus antepassados. Seu nome se eterniza, hoje como parte de uma cultura que é nossa (povos do norte), herança que ela recebeu de sua terra natal e da terra que nunca esqueceu: Oriximiná!
    Hoje a tristeza que teima em se abater sobre nós (familiares e amigos)será superada pela alegria de ler matérias como esta(acima)que reconhece a importância de alguém com tanta garra e humildade. Ela nos deixou...mas seus frutos se eternizarão naqueles que a amam e levarão em frente essa linda brincadeira!
    Obrigada!!!!!!

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