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03 agosto 2010

Questão de sobrevivência para as osgas políticas

Maquiavel em sua célebre obra “O Principe” - que trata de ciência política - aconselha a observação da natureza para extração de suas sublimes lições. Dessa forma se observarmos bem, chegaremos a conclusão que em sua maioria, os políticos locais se comportam como osgas.
As osgas políticas vivem grudadas nas paredes do erário público. Quando lhes cortam o rabo, naturalmente que as osgas ficam chateadas, mesmo cassado, separado do corpo, o rabinho continua se mexendo.
Assim como vimos na ameaça de cassação do rabinho da osga-mãe do legislativo, que alimentava dezenas de outras osguinhas que perderam seus rabinhos quando foi posto em risco a própria osga que os alimentava.
Dessa forma ficou posta a seguinte regra para boa manutenção de todos os rabos políticos: a Casa não aceitará nenhuma denúncia que coloque em risco a sobrevivência das osgas do bando e muito menos dos seus rabinhos. Para opinião pública dirão que os mensaleiros, cuequeiros e meieiros continuam a solta.
O governo Gonzaga III declara que não tem dinheiro para garantir as perdas salariais dos funcionários públicos e por isso não chamou o restante dos aprovados no concurso público. Mas, mantinha mais de 500 funcionários em caráter temporário com a clara intenção de enganar a todos.
Na Câmara – neófita – uma nova cartilha está posta e velhas lições são ensinadas. Como se os vereadores precisassem ter aulas. Aula de geografia: “distribuição de passagens para fazer turismo – um por vez para não chamar atenção – com diárias é claro”. Aula de política: “como atrair a simpatia de desavisados e os votos da população carente” para que dessa forma possam surgir como lideranças regionais e assim construir uma campanha para Deputado. Aula de Matemática: “Multiplicação de salários e concessão de benefícios a correligionários”. Aula de português: “vereador viu a uva”, “vereador viu a verba” ou soletrando “B” com “E” mais “I” é “BEI”, “R “com “O“ é “RO”, “L” com “A” é “LA”, “BEIROLA”. Em ética os “beiroleiros” de plantão levam ZERO. Ninguém consegue explicar o que é interesse público.
Está posto que para nossos políticos haja a impressão de que Oriximiná é uma imensa osga. Ou seja, não adianta denunciar, ninguém pune, ser bandido é patente e roubar é uma questão de sobrevivência política. Só a população vigilante poderá reprovar esses maus alunos.

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