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24 agosto 2009

UFPA investiga hanseníase em Oriximiná






A lepra é uma doença incciosa, tida como a doença mais antiga do mundo. O Brasil é tido como um país de alta endemicidade, isso significa dizer que a há uma equivalência superior a um caso em cada mil habitantes (MS 1989). Modernamente a lepra passou a ser chamada de hanseníase, dentre outros motivos, por conta da conotação pejorativa e discriminatória aos portadores da doença.
A equipe comandada pelo Dr. Claudio Salgado, esteve no km 12 da estrada do BEC, nas comunidade Nova Betel, Tucandeira e Copaíba, na ultima sexta (21/08), cumprindo a primeira etapa da longa pesquisa que busca respostas sobre as ocorrências de hanseníase no estado do Pará.
A busca se deve ao fato de o Estado Pará ser lider em ocorrências de hanseníase no Brasil. O projeto que tem o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e busca avaliar 10 municípios no estado pra entender melhor a endemia.

Oriximiná tida como área de baixa endemicidade, tem tido um aumento nas ocorrências da doença, isso pode se dever, principalmente, ao fato de programas como PSF (Programa de Saúde da Família) e PACS (Programa de Agenetes Comunitários de Saúde) não estarem funcionando a contento, só na visita as região do BEC foram detectados alguns novos casos, o que preocupa o pesquisador.

Detectamos alguns casos que não estavam notificados, ou seja, não estavam no sistema. Esses pacientes estavam sendo avaliados nos postos de saúde, mas por algum motivo essas informações não chegaram até a SESPA. São pelo menos 10 de um total de 76 casos nos utimos 5 anos.
A situação é tida como muito grave porque em visita às residências de paciente que no passado foram acometidos pela doença, foram dectados novos casos, sinal claro para o pesquisador da necessidade de se repensar as políticas públicas de combate a hanseníase.
O relatório final do diagnóstico feita pela equipe da UFPA deve sair em pelo menos 2 meses e estará a disposição de todos em um site do programa na internet, assim como também será encaminhado ao gestor do município.



A UFPA servindo como ferramenta técnica para questões relevantes para o município mostra a que veio. Alunos do Curso de Biologia de Águas Interiores do Nucleo Universitário de Oriximiná também estiveram vivenciando na prática o trabalho de pesquisa de campo.
A Secretaria Municipal de Saúde, concedeu apoio logístico e a enfermeira Gracilene Borges, que coordena o PACS no município desde de julho acompanhou os trabalhos.
O Programa de Agentes Comunitários de Saúde está passando por uma reengenharia, de fato a descontinuidade das ações é sempre o maior problema da gestão pública, mas nós contamos e apoiamos todas as ferramentas técnicas que possam somar com o nosso trabalho. O prefeito municipal tem nos apoiado e a Secretaria de Saúde de Oriximiná não esmoreceirá enquanto não revertermos esses quadro. Já fizemos isso no passado, faremos novamente.

Um comentário:

  1. Parabéns à nós Acadêmicos de Biologia de Águas Interiores, que estávamos envolvidos na pesquisa, pela total cooperação com a equipe responsável e por termos sido incansáveis em ajudá-los a desenvolver um bom trabalho.

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