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04 junho 2008

Programa de Fomento a Piscicultura

A história de ocupação da região e o conseqüente aumento da população geraram a busca de terras para plantar. A perda das tradições e hábitos nativos, em função das novas tecnologias, a sedução do mercado de consumo e a conseqüente fuga do homem do campo para as cidades, tem gerado a necessidade de mais produção de alimentos, a triste realidade é que esse pensamento ainda está concentrado, especialmente na agricultura e pecuária. A derrubada da floresta e a conseqüente queima do solo pra plantar eram vistas com forma imprescindível de sobrevivência para aqueles que, por sorte, ainda permanecem no campo.

Ainda bem que essa não é a única alternativa de geração de renda com uso sustentável dos recursos do meio. Uma alternativa para o resgate da cultura produtiva da população está, principalmente, na qualidade do ensino. Novos modelos de ação interdisciplinar estão levando o conhecimento acadêmico para as comunidades rurais. Isso vem acontecendo com inúmeros programas de reflorestamento, uso sustentável dos recursos da floresta, dentre eles o programa de fomento à piscicultura.

O governo municipal vem desempenhado dentro de seu projeto, alternativas para que o Município de Oriximiná possa no futuro caminhar com suas próprias pernas, buscando alternativas de isenção dos recursos minerais, que são exauríveis.

Com uma das mais ricas potencialidades hídricas, rica em biodiversidade aquática, permitindo a exploração racional deste recurso, gerando a produção de alimentos, aumentando a renda de quem vive no campo e gerando uma alternativa de ocupação, atraindo o interesse pela vida no campo.

A prefeitura municipal de Oriximiná, desde 2003, vem desenvolvendo o Program de Fomento à Piscicultura, indo até ao produtor, atender com informações técnicas os interessados no segmento. Muitos deles, pequenos criadores de gado, já estão construindo barragens na intenção de migrar de atividade.

Os Piscicultores precisam ter consciência que, apesar da boa rentabilidade que atividade possa trazer, é imprescindível um bom acompanhamento técnico, isso significa, algum investimento, infra-estrutura adequada, muita dedicação no manejo correto, água a vontade e de boa qualidade, entender comercialmente a atividade dentro e fora do município.

A falta de capital pros investimentos, o excesso de burocracia nas instituições financeiras e nos órgãos de legalização, são os maiores problemas que o novo piscicultor deve enfrentar.

Pra quem sobreviver com a idéia, a PMO já esta montando um laboratório de reprodução de alevinos, inicialmente deve trabalhar com o Tambaqui, peixe muito apreciado na região e posteriormente outras espécies serão estudadas e reproduzidas. Ainda, a implantação de uma fabrica de ração para peixe, que deve ser vendida a preço de custo aos produtores.

O Governo Municipal tem feito sua parte, já os incentivos do Governo do Estado e Federal ainda estão sendo aguardados, se assim acontecer, os recursos devem chegar às mãos dos criadores sem tanta burocracia, dessa forma, espera-se construir um elo que venha beneficiar a todos que dependem de recursos para desenvolver projetos não só da Piscicultura, mas também de outras atividades.


Por JOSÉ DELFIN DE FIGUEIREDO FILHO

TÉC. AGRÍCOLA - SETOR DE PISCICULTURA - PMO

2 comentários:

  1. Sou um cético.
    Imagino que o colono, o pequeno produtor, o agricultor e o ribeirinho da região Amazônica são preguiçosos. Não posso generalizar,sempre existe os que são destaque. seja como agritultor, seja como pecuaristas ou melhor dizendo como produtor de alimentos.
    A migração de uma atividade para outra e dificultosa seja na região amazônica, ou em qualquer outra. No entanto se todos se voltarem para uma só atividade a maioria perde tempo e dinheiro.
    A atração do produtor a piscultura deve ser medida de forma que seja sustentada, como o autor coloca que deve sempre ser acompanhada de acompanhamento técnico de qualidade.
    Uma grande dificuldade da região é a energia elétrica, para qualquer atividade rural, em especial a piscicultura. A alimentação também é fator limitante dessa atividade em especial, principalmente se for sob a forma de tanque rede.
    Gostaria de que as autoridades que podem e devem mudar esse quadro olhassem para este lado, o da energia elétrica.
    As vantagens são enormes, a fixação do homem a terra, a diminuição do exôdo rural, e como facilitadora de programas como o da piscicultura.

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  2. esse blog é pelego não publica contra os interesses do dono do blog é porque o mesmo é vendido p o poder triste situação de qem fica fazendo ojogo apenas parab um lado orixi com esta situação vai ficar a pior cidade pois ela vai ser apenas para poucos q mamarem na teta é um vergonha. voce ja viu camara consumir em grande quantidades de alimentos a comoçar de charque etc.......

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